O grupo criminoso alvo da Operação Quirinus, deflagrada pela Polícia Civil em Rolim de Moura, também mantinha uma estrutura ligada à organização de rinhas de galos e à realização de apostas ilegais, segundo as investigações.
A informação amplia os detalhes da operação divulgada nesta sexta-feira, que teve como foco principal uma estrutura de tráfico de drogas que, conforme a Polícia Civil, atuava sob domínio territorial do Comando Vermelho no município e na região.
Ao todo, sete pessoas foram presas preventivamente e 21 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
Dentro da apuração, a polícia identificou ainda um núcleo ligado às rinhas de galos. Dez investigados receberam medidas cautelares, entre elas a proibição de participar desse tipo de evento e de manter contato entre si.
Grupo também atuava com “disque-entrega” de drogas
As investigações apontaram duas frentes principais no comércio de entorpecentes.
Uma delas funcionava como um serviço de “disque-entrega” de maconha, cocaína e crack, com pedidos e entregas coordenados em tempo real, fornecedores definidos e pagamentos realizados via Pix.
A outra frente era voltada ao fornecimento e à revenda de maconha, com ponto fixo de venda conhecido como “boca” e distribuição direta ao consumidor final.
Segundo a polícia, foram reunidos registros da comercialização de drogas, imagens de armas de fogo e de grandes volumes de entorpecentes.
Conforme a investigação, as negociações ocorriam de forma contínua havia semanas, e os envolvidos acompanhavam de perto a dinâmica da facção no município.
Os investigados ligados ao núcleo do tráfico podem responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico, crimes cujas penas máximas somadas chegam a 25 anos de reclusão.
As investigações continuam com a análise do material apreendido durante a Operação Quirinus.