Por onde começar um pedido de BPC? Como organizar a documentação? A quem recorrer quando há um agendamento pendente? Essas são algumas das dúvidas que chegam à APAE de Novo Horizonte do Oeste e motivaram uma ação de orientação anunciada para 14 de novembro de 2026, das 8h às 14h, na Câmara Municipal.
O presidente da entidade, João Júlio, apresentou a programação em entrevista a Angélica Cristina, no RolimCast, do Grupo Amazun. Segundo ele, a ação foi organizada em parceria com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e deve reunir duas assistentes sociais para conversar com a população e esclarecer dúvidas sobre o Benefício de Prestação Continuada.
Famílias e adultos poderão conversar com as assistentes sociais
A programação anunciada inclui uma roda de conversa e uma sala reservada para orientação. Pais e responsáveis por crianças com deficiência poderão perguntar sobre os primeiros passos para solicitar o benefício e sobre a organização dos documentos. O convite também se estende a adultos da cidade e da região que tenham dúvidas ou agendamentos pendentes.
“Eu quero aqui convidar toda a população”, afirmou João Júlio ao divulgar a atividade. Ele explicou que a iniciativa surgiu de conversas com mães e pais que procuravam a APAE e tinham dificuldade para entender por onde começar. Ao falar da pouca visibilidade dessas crianças na comunidade, afirmou: “É um público invisível na sociedade”.
O que é o BPC
O Benefício de Prestação Continuada é um benefício assistencial de um salário mínimo por mês. Ele se destina a pessoas com deficiência de qualquer idade e a idosos com 65 anos ou mais que cumpram os critérios do programa, incluindo o de baixa renda familiar. O acesso ao BPC independe de contribuições anteriores ao INSS.
A experiência de uma família que precisou buscar tratamento fora
A relação de João Júlio com o trabalho da APAE começou antes de ele assumir a presidência. Quando o filho precisou de tratamento, a família teve dificuldade para encontrar suporte na região e se mudou para Porto Velho. Eles permaneceram na capital por três anos para acompanhar o atendimento.
Depois de retornar a Novo Horizonte do Oeste, João Júlio recebeu o convite para assumir a associação junto com a nova coordenação. “Estamos no desafio para fazer o melhor para Novo Horizonte”, disse ao relembrar a decisão.
Da documentação à formação da equipe
A APAE existe no município desde 2011, segundo João Júlio. O início dos atendimentos veio após a atual gestão organizar a documentação da entidade, uma etapa que, segundo ele, levou cerca de seis meses.
Os primeiros serviços foram prestados por profissionais voluntárias. Enquanto elas atendiam, a coordenação buscava dinheiro para remunerar o trabalho por meio de rifas, leilões e outras ações. “Mas no começo foi muito difícil mesmo”, recordou o presidente.
Hoje, a entidade conta com cinco profissionais remunerados e oferece atendimento em áreas como neuropsicologia, psicopedagogia e fonoaudiologia. Segundo João Júlio, o custo mensal com a equipe gira em torno de R$ 20 mil.
Mais de 140 atendimentos mensais e 80 crianças à espera
O presidente relatou que a APAE realiza mais de 140 atendimentos por mês e ainda tem cerca de 80 crianças na fila de espera. O primeiro número contabiliza os atendimentos realizados no período. O segundo indica quantas crianças aguardam uma vaga.
A fila ajuda a entender por que a entidade segue buscando recursos mesmo depois de estruturar a equipe. João Júlio relacionou o esforço de arrecadação à possibilidade de ampliar o atendimento. “A gente sabe que é mais uma criança que vai ser atendida”, afirmou.
Como a comunidade ajuda a manter a APAE
João Júlio citou almoços beneficentes, rifas e leilões entre as iniciativas que sustentam o trabalho. Na entrevista, ele relembrou uma festa realizada em setembro no Campo Verde e um almoço promovido durante o Leilão Direito de Viver. Segundo o presidente, a arrecadação dos eventos ajudou a cobrir as despesas de atendimento até o fim do ano.
Ele também afirmou que a prefeitura custeia o aluguel da sede e que a Câmara de Vereadores e empresários locais contribuem com a entidade. Durante o episódio, Angélica Cristina citou a doação de roupas em bom estado para bazares e a oferta de trabalho voluntário como formas de participação. A orientação de João Júlio é que os interessados procurem diretamente a sede da APAE para combinar como podem ajudar.
Serviço
Informação | Detalhes
Atividade | Ação de orientação sobre o Benefício de Prestação Continuada
Data e horário | 14 de novembro de 2026, das 8h às 14h
Local | Câmara Municipal de Novo Horizonte do Oeste, RO
Programação anunciada | Roda de conversa e orientação com duas assistentes sociais do INSS
Público | Famílias, adultos com dúvidas e demais interessados de Novo Horizonte do Oeste e região
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