O governo de Rondônia intensificou as ações de enfrentamento à violência contra a mulher por meio da Operação Mulher Segura 2026. A iniciativa, que integra diversas instituições de segurança pública, foca em atividades educativas, atendimento a vítimas, fiscalização de medidas protetivas e cumprimento de mandados judiciais. O esforço ocorre em um contexto de redução expressiva nos índices de feminicídio no estado.
Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), apontam que Rondônia alcançou a liderança nacional na redução de feminicídios entre janeiro e julho de 2026, com uma queda de 64,7% no período. O resultado é atribuído à atuação integrada das forças de segurança na prevenção de crimes de gênero e na proteção de mulheres em situação de risco.
Operação amplia proteção e responsabilização
Durante a segunda edição da Operação Mulher Segura, realizada entre 1º de agosto e 30 de setembro de 2026, foram consolidados resultados que demonstram a mobilização das forças estaduais. Conforme dados do sistema Córtex, o período contabilizou:
- 2.262 ações educativas;
- 1.427 diligências realizadas;
- 136 prisões, sendo 115 em flagrante e 21 por mandados judiciais;
- 800 atendimentos a vítimas;
- 617 acompanhamentos de medidas protetivas de urgência.
A operação contou com o envolvimento de 77 agentes e 29 viaturas, mobilizando a Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Científica. As atividades incluíram palestras, orientações preventivas e fiscalização rigorosa para identificar o descumprimento de decisões judiciais.
O governador Marcos Rocha destacou que o combate à violência exige uma atuação permanente e integrada do poder público. Segundo o gestor, a redução dos feminicídios valida a estratégia de manter as forças de segurança mobilizadas para proteger as vítimas e responsabilizar os agressores. O secretário de Estado da Segurança, Hélio Pachá, reforçou que, embora os números sejam positivos, a vigilância permanece constante para coibir qualquer forma de violência doméstica e familiar.
Prevenção e denúncia
O governo estadual enfatiza que a continuidade do enfrentamento à violência de gênero depende da participação da sociedade. Denúncias podem ser realizadas pelo número 190, em casos de emergência, ou pelo 180, Central de Atendimento à Mulher. Vítimas também podem buscar auxílio em qualquer delegacia de polícia para registrar ocorrências e solicitar medidas protetivas.