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Mugiwara Fest reúne mais de mil participantes em Cacoal e fortalece a cultura geek em Rondônia

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Em sua terceira edição, festival realizado na UNIR atrai visitantes de diferentes municípios, promove 13 competições, valoriza artistas e movimenta o comércio local com programação gratuita.

O Mugiwara Fest 2026 movimenta Cacoal neste fim de semana, dias 17 e 18 de outubro, reunindo admiradores de animes, jogos eletrônicos, cosplay, cultura japonesa e outras manifestações da cultura pop. Realizado no campus da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), o evento chega à terceira edição com crescimento expressivo de público e participação de visitantes de diferentes regiões do estado.

"O evento nasceu de uma necessidade que eu percebi, de que as pessoas pudessem ter esse sentimento de pertencimento, tivessem um local onde elas poderiam ser elas mesmas", explicou o organizador Wendel Saymon Batista da Silva, durante entrevista concedida neste domingo (18).

Segundo Wendel, a estimativa da organização é de aproximadamente 1.100 a 1.200 participantes nesta edição, consolidando o crescimento de uma iniciativa que começou com pouco mais de 300 pessoas em 2024.

Com entrada gratuita, o festival oferece uma programação diversificada, incluindo 13 competições, apresentações culturais, concursos de cosplay, atividades interativas e espaços destinados à comercialização de produtos temáticos.

De um encontro de fãs a um festival regional

A história do Mugiwara Fest começou em dezembro de 2023, quando Wendel identificou a necessidade de criar um espaço de integração para a comunidade geek de Cacoal.

A primeira edição foi realizada em 2024, reunindo pouco mais de 300 participantes. No ano seguinte, o público ultrapassou 500 pessoas. Em 2026, a organização registra um novo avanço, com estimativa superior a mil participantes.

O alcance também deixou de ser exclusivamente municipal. Conforme o organizador, o festival recebeu inscrições de moradores de cerca de 19 municípios de Rondônia, incluindo visitantes de Porto Velho e Vilhena.

A diversidade de público é outro destaque. Entre os inscritos estão crianças, adolescentes, adultos e pessoas com mais de 60 anos, demonstrando que o interesse pela cultura geek alcança diferentes gerações.

O nome do festival também carrega uma referência ao universo dos animes. Mugiwara significa "chapéu de palha" em japonês, expressão associada à série One Piece, que inspirou a criação da identidade do evento.

Cosplay, games e 13 competições movimentam a programação

Durante os dois dias, o público encontra atrações relacionadas aos jogos eletrônicos, quadrinhos, filmes, séries, cultura japonesa e coreana.

Entre as atividades anunciadas estão campeonatos de League of Legends, Valorant, Naruto Storm 4 e Tekken 8, além de RPG de mesa, jogos de cartas colecionáveis (TCG), board games e concursos de desenho.

A programação também contempla apresentações de K-pop, shows de talentos, karaokê, fandublagem, Just Dance e atividades conduzidas por participantes da comunidade.

Um dos principais atrativos é o cosplay, prática em que fãs reproduzem figurinos e características de personagens de animes, filmes, quadrinhos e jogos.

Os participantes caracterizados circulam pelos espaços do festival, interagem com os visitantes e participam de registros fotográficos, contribuindo para o ambiente de integração promovido pelo evento.

Lojistas e artesãos de diferentes cidades participam do festival

Além das atrações culturais, o Mugiwara Fest representa uma oportunidade para pequenos empreendedores, artesãos e comerciantes especializados em produtos relacionados à cultura geek.

Nesta edição, o espaço destinado aos expositores reúne lojistas de Cacoal, Ji-Paraná, Pimenta Bueno e Porto Velho.

Os estandes comercializam bonecos colecionáveis, miniaturas, acessórios, produtos personalizados, peças artesanais e outros artigos ligados ao universo dos animes e jogos. A programação também conta com opções gastronômicas.

De acordo com Wendel, a organização cobra dos expositores uma contribuição simbólica para ajudar a custear a realização do festival.

O organizador explica que a concentração de consumidores interessados nesses produtos proporciona uma oportunidade de negócios, especialmente para comerciantes que atuam em segmentos especializados.

A presença de visitantes de outros municípios também amplia o potencial de movimentação econômica, alcançando setores como alimentação, hospedagem, transporte e comércio.

Parceria com a UNIR fortalece a programação cultural

A realização do Mugiwara Fest no campus da Universidade Federal de Rondônia está relacionada à integração do evento com a programação do festival de arte e cultura promovido pela instituição.

Segundo Wendel, essa parceria contribui para ampliar o acesso da comunidade às atividades culturais e oferece uma estrutura adequada para receber participantes, competidores e expositores.

O organizador informou que outra etapa da programação cultural universitária está prevista para o próximo mês, ainda com data a ser confirmada.

A iniciativa também evidencia a importância dos espaços universitários na promoção de atividades que aproximam estudantes, artistas, empreendedores e a população.

Trabalho voluntário sustenta organização do evento

A estrutura do Mugiwara Fest é resultado de um trabalho desenvolvido por uma equipe de voluntários.

Conforme Wendel, o planejamento de cada edição envolve aproximadamente dez meses de preparação, incluindo contatos com expositores, organização de competições, definição de espaços, divulgação e elaboração da programação.

Os integrantes da diretoria e da equipe organizadora não recebem remuneração pelas atividades desenvolvidas.

Além de idealizador do festival, Wendel é formado em Administração pela UNIR, possui formação na área de agronegócio e cursa mestrado voltado à gestão do agronegócio e sustentabilidade. Também está em fase de conclusão de uma segunda graduação, em Ciências Contábeis.

Organização defende reconhecimento da cultura geek

Durante a entrevista, Wendel também comentou os desafios relacionados ao reconhecimento da cultura geek como manifestação cultural.

O organizador relatou ter recebido com surpresa comentários que considera depreciativos em relação ao evento, mas afirmou que a equipe mantém o compromisso de continuar desenvolvendo o projeto.

Ele destacou que a cultura pop integra as manifestações culturais contemporâneas e que iniciativas desenvolvidas pela organização já foram contempladas duas vezes por mecanismos estaduais de fomento vinculados à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Para Wendel, o festival vai além do entretenimento, oferecendo oportunidades de convivência, expressão artística, participação comunitária e valorização de diferentes interesses culturais.

O trabalho não se limita à realização do Mugiwara Fest. Ao longo do ano, o grupo também promove encontros de desenho, piqueniques, atividades com jogos de tabuleiro e outras iniciativas voltadas à integração da comunidade.

Próxima edição já está nos planos da organização

Com o crescimento registrado nos últimos três anos, a organização pretende dar continuidade ao festival em 2027.

A data da próxima edição ainda não foi definida e dependerá da disponibilidade dos espaços e da elaboração do calendário de atividades.

Segundo Wendel, a expectativa é apresentar um cronograma preliminar entre dezembro e janeiro.

Atualmente, a comunidade vinculada ao Mugiwara Fest mantém mais de 500 participantes ativos distribuídos em 16 grupos de WhatsApp, além de espaços de interação em outras plataformas digitais.

As informações sobre encontros e futuras edições são divulgadas pelo Instagram oficial, @mugiwarafest.

Neste domingo (18), último dia do festival, a programação segue até as 20h, com acesso gratuito ao público no campus da UNIR, em Cacoal.

Para o organizador, o crescimento do Mugiwara Fest reforça a importância da participação coletiva e do trabalho voluntário na construção de espaços culturais no interior de Rondônia.

"A gente se reúne, faz as atividades e leva essa diversão para a comunidade, essa cultura tão importante", afirmou Wendel Saymon Batista da Silva, ao destacar o propósito de manter o projeto e ampliar as oportunidades de participação nos próximos anos.

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