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Pesquisadores desenvolvem tecnologia que pode triplicar a produção de morangos

Redação

Uma nova tecnologia desenvolvida pela North Carolina State University (NC State), nos Estados Unidos, promete transformar o cultivo de morangos ao reduzir drasticamente as perdas causadas por insetos e condições climáticas extremas. Batizado de Plant Armor, o material é um tecido tecnológico projetado para servir como uma barreira física eficiente, permitindo, ao mesmo tempo, a circulação de ar, a passagem de luz e a absorção de água pelas plantas.

O estudo, publicado em 24 de setembro de 2026 na revista científica Agriculture, aponta que a inovação surge como uma alternativa promissora ao uso intensivo de defensivos agrícolas químicos. A cultura do morango é reconhecida por sua alta sensibilidade a estresses externos, como flutuações térmicas e pragas, fatores que elevam os custos de produção para os agricultores.

Resultados e desempenho

Os testes experimentais demonstraram resultados expressivos. As mudas protegidas pelo manto 3D apresentaram um aumento de 3,56 vezes na quantidade de frutos colhidos e aproveitáveis em comparação com o cultivo tradicional. Além disso, houve um ganho na qualidade dos frutos, com um peso total 1,84 vezes maior. Outro benefício observado foi a antecipação da colheita em cerca de uma semana, uma vantagem competitiva relevante para produtores que buscam acessar janelas de mercado específicas.

Tecnologia e origem

O Plant Armor é composto por multifilamentos de poliéster reflexivo enriquecidos com 0,05% de dióxido de titânio. A estrutura é montada em formato de túnel, sustentada por hastes circulares de PVC. A tecnologia tem raízes em pesquisas anteriores da própria universidade voltadas à criação de vestimentas militares, com foco em conforto e proteção contra insetos. Experimentos iniciais aplicados à agricultura foram realizados em 2022, utilizando repolhos como cultura de teste.

Diferente de métodos de cobertura desenvolvidos em estudos anteriores, como um experimento de 2006 realizado na Kansas State University, o novo tecido dispensa a necessidade de remoção constante para ventilação ou monitoramento rigoroso contra superaquecimento. A equipe de pesquisadores, liderada por nomes como Gabriel Bamidele Olawuyi, James Clothier e R. Michael Roe, agora planeja expandir os testes para propriedades rurais reais em diversas regiões, visando avaliar a viabilidade comercial e a escalabilidade da solução para atender à crescente demanda por produtos orgânicos.

Fonte: canalrural

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