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Presidente da Associação Rural de Rondônia tem prisão decretada em processo sobre mortes de jovens

Julgamento relacionado às mortes ocorridas em 2016 foi suspenso após advogados de defesa deixarem a sessão; novo júri deverá ser marcado.

Redação

O presidente da Associação Rural de Rondônia e organizador da ExpoJipa teve a prisão preventiva decretada pela Justiça em um processo no qual é acusado de envolvimento nas mortes de dois jovens, de 18 e 23 anos. Os crimes ocorreram entre o final de janeiro e o início de fevereiro de 2016, em Rondônia.


O caso chegou a julgamento dez anos depois dos fatos. A sessão, no entanto, acabou suspensa após os advogados de defesa dos réus deixarem o julgamento. A defesa alegou não ter tido acesso a elementos apresentados no processo.


De acordo com as informações atribuídas ao Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), os elementos questionados pela defesa não seriam provas novas. Segundo o Tribunal, o material já estava disponível anteriormente e havia passado recentemente por processo de digitalização.


Após a interrupção do júri, o Ministério Público de Rondônia (MPRO) solicitou a prisão preventiva dos acusados até a realização de um novo julgamento, sob o argumento de garantir a aplicação da lei penal e a regularidade da instrução processual. Outros três réus foram presos no dia da sessão.


Ainda conforme as informações apresentadas, o presidente da associação acompanhava a audiência por videoconferência. Após a expedição da ordem de prisão, ele não havia sido localizado para o cumprimento da medida.


A Justiça também determinou que os réus arquem com os custos e despesas relacionados ao cancelamento da sessão.


O processo apura as circunstâncias das mortes dos dois jovens. O corpo da vítima de 23 anos foi encontrado carbonizado dentro de um veículo nas proximidades de uma propriedade rural, na região de Cujubim. Já o corpo do jovem de 18 anos não foi localizado.


O proprietário da fazenda citado no processo não participou do julgamento por questões de saúde. O caso envolvendo ele foi desmembrado e deverá ser analisado separadamente. Conforme as informações disponíveis, não houve decreto de prisão contra esse réu.


Os acusados permanecem com direito à ampla defesa e ao contraditório, e a responsabilidade criminal de cada réu deverá ser definida pelo Poder Judiciário no decorrer do processo.

Fonte: G1

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