Rondônia

Sebrae Supernova mobiliza universitários de 576 municípios e recebe 637 projetos de inovação de todo o Brasil

Redação

O programa nacional Supernova, do Sebrae, visa transformar desafios sociais em oportunidades de inovação, impulsionando o empreendedorismo na Educação Superior. Na primeira etapa de 2026, a iniciativa atraiu 637 projetos de universitários de 576 municípios de todos os estados brasileiros, consolidando-se como um pilar no fomento à inovação e ao empreendedorismo acadêmico no país.

Entre os 637 projetos submetidos, a área de Saúde e Bem-estar se destacou como o tema mais frequente, representando 25,5% do total. Em seguida, apareceram Meio Ambiente e Sustentabilidade (17,1%), Educação (9,7%) e Inclusão Social e Direitos Humanos (8,2%). Essas propostas refletem o interesse dos estudantes em desenvolver soluções com impacto social e que contribuam para o avanço nacional.

Paulo Puppin, coordenador de Programas de Startups e Ecossistemas de Inovação do Sebrae, ressalta o potencial inovador das universidades brasileiras. Ele afirma: “O Supernova mostra que a universidade brasileira é um ambiente fértil para a inovação. Quando oferecemos metodologia, mentoria e um ecossistema favorável, os estudantes respondem com criatividade, propósito e soluções que dialogam diretamente com os desafios da sociedade”.

Puppin complementa que o programa não apenas fomenta startups, mas forma uma geração capacitada a empreender, inovar e converter conhecimento em impacto econômico e social.

Além da capacitação empreendedora, o Supernova distribui R$ 1,5 milhão em prêmios, incluindo uma viagem internacional com todas as despesas pagas para a equipe vencedora e seu professor orientador. As equipes classificadas em segundo, terceiro e quarto lugares recebem R$ 8 mil, R$ 4 mil e R$ 2 mil, respectivamente. O programa também reconhece a melhor equipe de cada turma e estado, e concede certificado de conclusão aos participantes que finalizam a jornada.

Como participar

O Supernova terá mais duas edições neste ano. As inscrições para a segunda temporada se encerram em 27 de agosto. Para participar, estudantes do Ensino Superior devem formar equipes de dois a quatro integrantes, com um professor orientador. Os resultados da primeira temporada de 2026 serão divulgados até 22 de agosto.

A metodologia do programa guia os estudantes na criação de uma startup com potencial de mercado. A jornada abrange o desenvolvimento de competências em ideação, validação de ideias, modelagem de negócios, prototipagem (MVP), marketing, vendas, finanças e elaboração de pitch. O conteúdo é disponibilizado por meio de videoaulas, aulas ao vivo, mentorias e atividades práticas.

O programa também visa fortalecer habilidades essenciais para o mercado de trabalho, como liderança, comunicação, trabalho em equipe, pensamento crítico, gestão de projetos e visão de negócios.

Para 2027, o Sebrae planeja expandir o alcance do Supernova, com a meta de engajar mais de 400 mil estudantes, capacitar 90 mil universitários em empreendedorismo e reunir mais de 20 mil equipes em todo o Brasil.

Orientação a 30 equipes

O professor Fagner França, embaixador do Supernova e docente de Engenharia da Universidade do Rio Grande do Norte (UFRN), destaca a capacidade do programa de aproximar o empreendedorismo da realidade estudantil. Ele, que orientou a equipe vencedora da edição piloto em 2025, afirma que a iniciativa desenvolve uma mentalidade inovadora útil para qualquer carreira.

Por meio de palestras na UFRN, cerca de mil estudantes foram incentivados a participar, resultando na formação de aproximadamente 30 equipes, com 92 alunos sob sua orientação. França observa que o engajamento foi natural, pois os estudantes perceberam o valor da proposta sem a necessidade de obrigatoriedade.

Das equipes orientadas por ele, 11 submeteram projetos. Para aumentar esse número na próxima temporada, o professor integrará as atividades do Supernova às suas disciplinas, permitindo que os projetos componham a avaliação acadêmica. Ele explica que a intenção é que o Supernova se torne parte integrante da formação universitária, mostrando aos alunos que o desenvolvimento de projetos de inovação é parte de seu aprendizado.

Na sua visão, a educação empreendedora é fundamental para qualquer profissional, independentemente da área. “Mesmo para quem pretende seguir carreira pública, ser pesquisador, ou atuar em grandes empresas, é necessário desenvolver criatividade, capacidade de resolver problemas, em equipe, e comunicação. E o papel do professor é ajudar o aluno a destravar esse potencial”, conclui.

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