No 1º Seligar RO – Seminário Rondoniense de Licenciamento, Segurança do Trabalho e Gestão Ambiental Produtiva da Propriedade Rural, durante o Painel 3 do 1º Seminário Rondoniense de Licenciamento, Segurança do Trabalho e Gestão Ambiental Produtiva da Propriedade Rural – Seligar RO, realizado no Sebrae de Cacoal, a engenheira ambiental Adirleide Santos abordou o tema "Gestão Ambiental Rural, Geoprocessamento e Planejamento Produtivo da Propriedade", destacando os desafios e as oportunidades para o fortalecimento da sustentabilidade no meio rural.
Com mais de 15 anos de atuação na área ambiental e experiência em gestão pública, educação ambiental e desenvolvimento territorial, Adirleide defendeu uma maior integração entre poder público, profissionais técnicos e produtores rurais para ampliar a regularização ambiental e promover o desenvolvimento econômico sustentável no estado.
Durante sua apresentação, a palestrante ressaltou que a utilização de ferramentas geoespaciais permite ao produtor conhecer melhor sua propriedade, identificar oportunidades, reduzir riscos e planejar o uso sustentável dos recursos naturais.
"A gestão baseada em informações geoespaciais possibilita ao produtor conhecer melhor sua propriedade, identificar oportunidades de melhoria, reduzir riscos e planejar o uso sustentável dos recursos naturais", destacou.
Segundo Adirleide, ainda existe uma cultura voltada apenas para as restrições ambientais na Amazônia, quando a própria legislação já oferece mecanismos e possibilidades para construção de modelos produtivos sustentáveis.
"A própria legislação traz outras prerrogativas que a gente pode tratar com o produtor, inclusive implementando novas políticas públicas para a Amazônia Legal", afirmou.
A especialista também chamou atenção para a necessidade de ampliar o debate regional sobre políticas públicas, considerando as particularidades de cada território amazônico.
"Quando a gente não discute localmente e não propõe localmente, muitas vezes as discussões estaduais e federais não refletem a nossa realidade", alertou.
Outro ponto enfatizado pela engenheira foi a importância da integração entre os órgãos responsáveis pela regularização ambiental e fundiária. De acordo com ela, o avanço dos processos depende diretamente da convergência entre instituições e do compartilhamento de informações.
"Não conseguimos avançar na regularização do CAR nem na regularização fundiária se não houver integração entre os órgãos", ressaltou.
Ao abordar o uso das tecnologias no campo, Adirleide defendeu a ampliação da chamada Agricultura 4.0, utilizando plataformas digitais, monitoramento remoto e assistência técnica à distância para reduzir custos e ampliar o atendimento aos produtores rurais, especialmente nas regiões mais isoladas da Amazônia.
A palestrante também propôs maior aproximação entre entidades técnicas, lideranças políticas e gestores municipais para fortalecer a gestão ambiental nos municípios.
"Quem gera demanda profissional são as políticas públicas. É lá que precisamos construir propostas", afirmou.
Durante sua fala, Adirleide destacou ainda a necessidade de criar modelos economicamente viáveis para os produtores, conciliando produção, regularização ambiental e segurança jurídica.
"A regularização e a produção sustentável trazem segurança jurídica, planejamento ambiental, inovação, mercado e renda", enfatizou.
Encerrando sua participação, a engenheira conclamou técnicos, instituições e produtores a ampliarem o debate sobre bioeconomia, políticas públicas e desenvolvimento sustentável, reforçando que o futuro da Amazônia depende da construção coletiva de soluções que conciliem preservação ambiental e desenvolvimento econômico.
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