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ASSISTA: Pragas silenciosas ameaçam lavouras e especialistas da UNIR alertam produtores de café em Rondônia

Professores Dalza Gomes da Silva e Vando Miosso Rondelli explicam como a identificação precoce e o manejo correto podem evitar prejuízos milionários na cafeicultura.

Redação Rolim Notícias
Foto: RuralCast/RolimNotícias

Rondônia se consolidou nos últimos anos como uma das principais referências nacionais na produção de cafés robustas amazônicos. A evolução genética das plantas, a adoção de novas tecnologias e a profissionalização dos produtores colocaram o estado em posição de destaque no cenário cafeeiro brasileiro.


No entanto, junto com o aumento da produtividade, surgem desafios que exigem cada vez mais conhecimento técnico dentro das propriedades rurais. Entre eles, o controle de pragas continua sendo uma das maiores preocupações dos cafeicultores.


O assunto foi tema de uma importante discussão no RuralCast, podcast realizado em parceria com a Universidade Federal de Rondônia (UNIR), que recebeu os professores Dalza Gomes da Silva e Vando Miosso Rondelli, pesquisadores e docentes do curso de Agronomia do campus de Rolim de Moura.


Durante a entrevista, os especialistas explicaram que diversas pragas podem comprometer seriamente a produtividade das lavouras quando não identificadas precocemente.


Segundo os pesquisadores, a cochonilha da roseta, a broca do café, o ácaro vermelho e a lagarta da roseta estão entre os principais inimigos do produtor atualmente.


“A lavoura precisa ser monitorada constantemente. Quanto antes o produtor identificar o problema, maiores são as chances de controlar a praga com menor custo e menor impacto ambiental”, destacou o professor Vando Rondelli.


Os especialistas alertaram que muitas vezes os prejuízos começam de forma silenciosa. Pequenas infestações podem evoluir rapidamente e comprometer flores, frutos e até mesmo a capacidade produtiva das plantas.


Outro ponto enfatizado durante o episódio foi a importância da capacitação contínua dos produtores rurais. Segundo os docentes, o acesso à informação técnica é fundamental para que as decisões dentro da propriedade sejam mais eficientes.


A professora Dalza Gomes da Silva ressaltou que conhecer o comportamento das pragas e entender o ciclo biológico de cada uma delas permite intervenções mais precisas e econômicas.


Além do controle químico tradicional, os pesquisadores destacaram o crescimento do uso de ferramentas biológicas e sustentáveis, capazes de reduzir impactos ambientais e preservar inimigos naturais presentes nas lavouras.


Para os especialistas, o futuro da cafeicultura passa obrigatoriamente pelo manejo integrado, combinando ciência, tecnologia e monitoramento constante para garantir produtividade e sustentabilidade.


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