O café tornou-se um dos principais motores econômicos da agricultura familiar em Rondônia. Nos últimos anos, a combinação entre pesquisa, assistência técnica, irrigação, mecanização e melhoramento genético promoveu uma verdadeira revolução no campo.
Durante entrevista ao RURALCAST, Isac Fogaça explicou que a realidade atual da cafeicultura é completamente diferente daquela observada há duas décadas.
Segundo ele, quando predominavam os cafezais sem tecnologia e sem manejo adequado, as produtividades médias giravam em torno de 15 sacas por hectare. Atualmente, produtores alcançam médias superiores a 80 sacas e alguns chegam a colher mais de 150 sacas por hectare.
O crescimento é resultado de um trabalho conjunto entre produtores, pesquisadores, extensionistas e instituições públicas.
A adoção de clones mais produtivos, sistemas de irrigação modernos, manejo nutricional adequado e tecnologias de pós-colheita elevaram significativamente a qualidade e a produtividade das lavouras.
Além do aumento da produção, a rentabilidade também se tornou um diferencial competitivo para os agricultores.
Hoje, a cultura do café está entre as atividades que mais geram renda para pequenos e médios produtores em Rondônia.
Para Isac, o desafio agora é continuar expandindo a qualidade, aumentar a agregação de valor e fortalecer a presença do Robusta Amazônico nos mercados nacional e internacional.
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