A cobrança de pedágio na BR-364 foi um dos temas mais debatidos durante entrevista do diretor financeiro da APRON, Ivanir Gurgel Amaral, ao podcast RURALCAST, apresentado por Tonni Giovanni.
Segundo ele, os produtores rurais não são contra a concessão da rodovia, mas questionam os critérios utilizados para definição das tarifas e o início antecipado da cobrança.
“O setor produtivo não é contra a privatização. É contra a forma como ela foi feita”, afirmou.
Durante a conversa, Ivanir explicou que os estudos utilizados para cálculo das tarifas ocorreram durante o período da pandemia, quando o fluxo de veículos era menor.
Segundo ele, a realidade atual da BR-364 é completamente diferente.
Outro ponto criticado foi o início da cobrança antes da execução das grandes obras estruturais previstas na concessão.
“O empresário primeiro monta a estrutura e depois começa a vender. Aqui aconteceu o contrário”, declarou.
Ivanir revelou ainda que um caminhão novo pode gastar cerca de R$ 2.500 apenas em pedágio no trajeto entre Vilhena e Porto Velho.
Segundo ele, os custos acabam impactando diretamente a cadeia produtiva do agronegócio.
A entrevista também destacou problemas nas estradas vicinais e dificuldades logísticas enfrentadas por produtores durante o período de chuvas.
Segundo Ivanir Amaral, muitos produtores ainda enfrentam dificuldades para escoar produção agrícola e pecuária em diversas regiões do estado.
A APRON defende investimentos em infraestrutura, recuperação de rodovias e fortalecimento da logística para garantir competitividade ao agro de Rondônia.
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