A produção de carne de rã, conhecida como ranicultura, começa a ganhar espaço em Rondônia como uma alternativa promissora para geração de renda no campo. O tema foi destaque durante entrevista concedida pelo professor Donovan Filipe Henrique Pinto ao podcast RURALCAST, apresentado por Tonni Giovanni, durante a Rondônia Rural Show Internacional.
Engenheiro de pesca, mestre e doutor em Aquicultura, Donovan coordena projetos ligados à ranicultura no campus da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), em Presidente Médici. Segundo ele, o estado possui mercado consumidor crescente, mas ainda carece de produção suficiente para atender a demanda.
“O mercado existe e está longe de ser totalmente explorado. Há demanda em Porto Velho, no interior e até fora do estado”, afirmou.
Durante a entrevista, Donovan explicou que Rondônia possui condições favoráveis para expansão da atividade, especialmente pela disponibilidade de água e pelo potencial produtivo da região amazônica.
Segundo ele, produtores de municípios como Pimenta Bueno, Ariquemes e Buritis já trabalham com a criação de rãs em escala comercial, enquanto outros produtores iniciam a atividade de forma complementar dentro da propriedade rural.
Um dos casos citados foi o de um produtor em Pimenta Bueno que ampliou significativamente sua estrutura nos últimos anos e atualmente comercializa toneladas da produção para outros estados brasileiros.
O professor ressaltou ainda que a ranicultura pode ser uma importante alternativa para agricultores familiares, por exigir pouco espaço físico e permitir manejo relativamente simples.
“É uma atividade que pode funcionar como renda extra na propriedade rural”, destacou.
Outro ponto abordado foi a necessidade de ampliar o conhecimento da população sobre a carne de rã, considerada altamente nutritiva, leve e com baixo teor de gordura.
Segundo Donovan, muitos consumidores ainda possuem resistência cultural ao produto, mas acabam mudando de opinião após experimentar.
A entrevista também destacou o papel da UNIR na formação de profissionais para o setor, com cursos ligados à zootecnia, engenharia de pesca e aquicultura.
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