O café produzido em Rondônia deixou de ser apenas uma commodity agrícola e passou a ocupar espaço de destaque no mercado nacional de cafés especiais.
Durante entrevista ao RuralCast, Hermes José Dias Filho explicou como a tecnologia e a assistência técnica ajudaram a transformar a cafeicultura do estado.
Segundo ele, o avanço do café clonal revolucionou a produtividade das lavouras rondonienses.
“O café tradicional produzia cerca de 20 sacas por hectare. Hoje muitos produtores alcançam mais de 100 sacas”, afirmou.
A entrevista também destacou o reconhecimento conquistado pelos cafés de Rondônia em concursos nacionais.
Segundo Hermes, produtores de municípios como Alta Floresta, Rolim de Moura e Nova Brasilândia passaram a receber premiações importantes pela qualidade da bebida produzida no estado.
Outro ponto forte da entrevista foi a valorização da agricultura indígena.
Hermes revelou que produtores indígenas também já conquistaram reconhecimento nacional na produção de cafés especiais.
A entrevista mostrou ainda que a inclusão produtiva dos povos originários passou a fazer parte das políticas desenvolvidas pelo estado.
Além do café, produtores indígenas também trabalham com artesanato, castanha, pimenta e turismo étnico.
Segundo Hermes, o objetivo é fortalecer geração de renda sem que os povos indígenas percam suas tradições culturais.
“Não deixem de ser indígenas, mas inovem no setor produtivo”, destacou.
Outro ponto importante apresentado foi o crescimento da assistência técnica especializada dentro da cafeicultura.
Segundo o presidente da EMATER, o produtor moderno precisa entender gestão, mercado, tecnologia e sustentabilidade.
A entrevista completa está disponível nas plataformas digitais do RuralCast.
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