O governo de Rondônia formalizou sua adesão ao Plano Nacional de Combate ao Crime Organizado, intitulado “Brasil Contra o Crime Organizado”. Lançada pelo governo Federal, a iniciativa visa desarticular financeiramente e operacionalmente facções criminosas, além de intensificar as ações integradas de inteligência e repressão qualificada em todo o território nacional.
O programa, instituído pelo Decreto nº 12.966, de 12 de maio de 2026, prevê um investimento aproximado de R$ 11,1 bilhões. Esses recursos serão direcionados para a ampliação das ações de segurança pública, o fortalecimento do sistema prisional e a integração entre a União, estados e municípios no enfrentamento às organizações criminosas.
Em Rondônia, a coordenação das ações ficará sob a responsabilidade da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), que já possui um planejamento estratégico para a execução das medidas previstas no plano nacional.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou que o estado já desenvolve ações contínuas de combate ao crime organizado e que a adesão ao programa federal reforça a capacidade operacional das forças de segurança. Ele afirmou que Rondônia atua firmemente contra organizações criminosas, com investimentos constantes em inteligência, tecnologia e estrutura das forças de segurança, e que a participação no programa nacional amplia a integração com o governo Federal, fortalecendo as ações que visam garantir mais segurança à população.
O secretário de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania, Hélio Pachá, destacou que Rondônia tem se antecipado às estratégias do plano nacional. Segundo ele, a Sesdec já possui um planejamento estratégico para atuar dentro dos eixos do programa e continuará agindo de forma firme, integrada e técnica no combate ao crime organizado, com foco no fortalecimento da inteligência, na integração operacional entre as forças de segurança e na intensificação das ações contra facções criminosas.
Sobre o Plano
O programa “Brasil Contra o Crime Organizado” foi estruturado em quatro eixos principais:
- Asfixia financeira do crime organizado;
- Enfrentamento ao tráfico de armas;
- Ampliação das taxas de esclarecimento de homicídios;
- Reforço da segurança no sistema prisional.
Entre as medidas previstas, destacam-se:
- O fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos);
- A ampliação dos Centros Integrados de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifras);
- A utilização de novas tecnologias para rastreamento de fluxos ilícitos;
- A ampliação de leilões de bens apreendidos.
Na área penitenciária, o programa contempla:
- O reforço da inteligência penal;
- A implantação de padrões de segurança máxima em 138 presídios estaduais;
- O bloqueio de comunicações ilícitas;
- A criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip).
No eixo de esclarecimento de homicídios, a estratégia nacional prevê investimentos em:
- Fortalecimento das polícias científicas e institutos médico-legais;
- Ampliação dos bancos de perfis genéticos;
- Modernização do sistema nacional de análise balística.
Para o ano de 2026, o programa contará com uma previsão de R$ 1,065 bilhão em investimentos, distribuídos da seguinte forma:
- R$ 302,2 milhões para a asfixia financeira do crime organizado;
- R$ 324,1 milhões para o fortalecimento do sistema prisional;
- R$ 196,7 milhões para ações de esclarecimento de homicídios;
- R$ 145,2 milhões para o enfrentamento do tráfico de armas.