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Fim da escala 6×1 e impactos sobre os pequenos negócios são debatidos na Câmara dos Deputados

Redação

A comissão especial da Câmara dos Deputados que discute o fim da escala de trabalho 6x1 realizou um debate nesta quarta-feira (13) para analisar os impactos dessa jornada na vida das mulheres e dos pequenos negócios. O Sebrae participou das discussões, apresentando dados e estudos relevantes sobre o tema.

Conforme a pesquisa "Pulso dos Pequenos Negócios", conduzida pelo Sebrae, mais da metade (51%) dos proprietários de micro e pequenas empresas e MEIs acreditam que o término da escala 6x1 não afetará seus negócios. O levantamento, realizado este ano, indicou uma redução na percepção de impacto negativo entre os empreendedores, caindo de 32% em 2024 para 27% em 2026. Além disso, a proporção de empresários que veem um impacto positivo aumentou de 9% para 11%. A pesquisa também apontou que 87% dos empreendedores estão cientes da proposta de alteração na escala de trabalho.

Rodrigo Soares, presidente do Sebrae, reiterou o compromisso da instituição em oferecer suporte aos pequenos negócios. Ele afirmou que "os esforços do Sebrae, em colaboração com o governo federal, visam apoiar essas empresas nas mudanças práticas". Soares também enfatizou a importância de que as alterações na jornada de trabalho sejam fruto de um diálogo e negociação amplos com diversos setores da sociedade, assegurando segurança jurídica e sustentabilidade tanto para as empresas quanto para os trabalhadores.

Impacto para as Mulheres

Durante a comissão, diversos depoimentos ressaltaram o impacto desproporcional da escala 6x1 sobre as mulheres trabalhadoras e empreendedoras. Sônia Maria da Silva, secretária de Trabalho da Mulher, do Idoso e da Juventude da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), analisou essa realidade. Segundo ela, "além do trabalho formal, recaem sobre elas – de forma desproporcional – as responsabilidades do cuidado da casa, dos filhos, dos idosos e da família. Isso significa que, para milhões de mulheres, a folga de apenas um dia na semana não é descanso, é continuidade do trabalho".

Caroline dos Reis, secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, enfatizou a necessidade de combater a desigualdade racial no mercado de trabalho. Ela observou que "a escala 6x1 não afeta todas as pessoas da mesma maneira. Ela pesa mais sobre quem já vive uma situação de maior vulnerabilidade".

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