O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), anunciou a prorrogação do prazo de inscrições para o Programa Nacional de Vivências no Sistema Único de Saúde (SUS), através do projeto VER-SUS. Os interessados têm agora até o dia 24 de abril de 2026 para se candidatar. A iniciativa selecionará estudantes, residentes e docentes da área da saúde para uma imersão formativa em Porto Velho, que ocorrerá entre os dias 18 e 24 de maio de 2026.
Estão disponíveis 33 vagas, sendo 30 para viventes e 3 para docentes facilitadores. O programa visa proporcionar experiências práticas em serviços de saúde e em territórios urbanos e ribeirinhos, com o objetivo de fortalecer a formação de profissionais alinhados aos princípios do SUS, como equidade, integralidade e participação social.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou a importância de ações que promovam o cuidado integral e consolidem as políticas públicas. Ele afirmou que a qualificação de profissionais engajados com a realidade do SUS é fundamental para garantir um atendimento mais humanizado à população.
A vivência desta edição abordará o tema “Madeira: território, SUS, participação social e rede intersetorial no enfrentamento da violência contra a mulher”. A proposta busca aprofundar a compreensão sobre a organização da rede de saúde e dos serviços de proteção, considerando as particularidades da região amazônica e os desafios de áreas de difícil acesso, como o Baixo Madeira.
Durante a imersão, os participantes terão contato direto com diversos pontos da rede de atenção à saúde, incluindo unidades básicas, hospitais, serviços psicossociais, órgãos do sistema de justiça e comunidades locais. A metodologia incluirá rodas de conversa, visitas técnicas, oficinas e atividades de educação popular em saúde, integrando teoria e prática.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente por meio de formulário eletrônico. Podem participar estudantes de graduação, ensino técnico, residentes e docentes da área da saúde, desde que tenham mais de 18 anos e estejam regularmente matriculados.
O processo seletivo considerará critérios como carta de motivação, experiências anteriores e disponibilidade integral durante o período da vivência. O programa também prevê ações afirmativas, com reserva de vagas para pessoas negras, indígenas, quilombolas, com deficiência e pessoas trans, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde.
A participação no programa não é remunerada, mas os custos com hospedagem, alimentação e transporte durante as atividades serão cobertos pela organização. Ao final, os participantes que cumprirem integralmente a carga horária receberão certificação.
O secretário da Sesau, Edilton Oliveira, ressaltou que a extensão do prazo amplia o alcance da iniciativa. Segundo ele, a prorrogação permite que mais interessados participem dessa experiência formativa, que aproxima o ensino da realidade dos serviços de saúde e fortalece o compromisso com um SUS mais humanizado e preparado para enfrentar desafios como a violência contra a mulher.
A iniciativa é uma realização da Associação da Rede Unida, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e diversas instituições parceiras em Rondônia.
Patrícia Oliveira da Silva Queiroz, técnica em Saúde da Mulher na Coordenadoria Materno-Infantil da Sesau, explicou que a prorrogação visa ampliar o acesso dos interessados em participar do projeto, que promove a interação social com as políticas públicas.