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Rondônia reforça o enfrentamento à tuberculose com ações integradas em Guajará-Mirim

Redação

Rondônia está intensificando as ações de combate à tuberculose, com foco em Guajará-Mirim, um município estratégico na fronteira. A iniciativa envolve uma colaboração entre poder público, profissionais de saúde, sociedade civil e instituições parceiras, visando a identificação precoce, diagnóstico rápido e tratamento eficaz da doença em todos os níveis de atenção à saúde.

A estratégia se baseia em pilares fundamentais: a identificação precoce de pessoas com sintomas respiratórios, a realização oportuna do exame de escarro por meio do Teste Rápido Molecular (TRM-TB) e a notificação imediata dos casos confirmados. Segundo Nilda Barros, coordenadora estadual de tuberculose da Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO), esses passos são decisivos para interromper a cadeia de transmissão da doença. "O enfrentamento começa com a identificação do sintomático respiratório, seguido da solicitação do exame e, após a confirmação, a notificação do caso, garantindo o início imediato do tratamento", destacou Barros.

Semana de Combate à Tuberculose

As atividades, que integraram a Semana de Combate à Tuberculose, foram realizadas até o dia 27 de março em Guajará-Mirim. A programação reuniu equipes estaduais, municipais e representantes internacionais com o objetivo de ampliar o diagnóstico precoce, reduzir o abandono do tratamento e qualificar a assistência na região.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou que o enfrentamento à tuberculose exige atuação conjunta e contínua, especialmente em regiões estratégicas como a fronteira. "Estamos investindo em ações que aproximam o serviço da população, fortalecendo o diagnóstico, o tratamento e a integração entre equipes", afirmou.

Durante a semana, foram realizadas ações educativas, incluindo um Pit Stop no dia 24 e panfletagem na feira de turismo no dia 25. Houve também visitas técnicas ao Laboratório da Fronteira (Lafron), onde a equipe foi recebida pelo diretor-adjunto da Agevisa/RO, Rafael Ripke, e à Casa de Saúde Indígena (Casai). Atendimentos no sistema prisional identificaram desafios na continuidade do tratamento após a saída dos internos, evidenciando a necessidade de estratégias específicas para o acompanhamento desses pacientes.

Gilvander Gregório de Lima, diretor-geral da Agevisa/RO, explicou que Guajará-Mirim foi priorizado com base em uma análise epidemiológica que reforçou a necessidade de intensificar as ações no território. "A equipe técnica da Agência foi mobilizada para fortalecer a atuação local. Estamos qualificando os profissionais, aprimorando o atendimento e alinhando estratégias para reduzir o abandono do tratamento e ampliar o diagnóstico", detalhou.

Integração na Fronteira

Na quarta-feira, dia 26, uma mesa redonda promoveu a troca de experiências e o alinhamento de estratégias conjuntas entre representantes da saúde do Brasil e da Bolívia. José Alberto Cuellar, coordenador da rede de saúde de Guayaramerín (Bolívia), destacou a importância da cooperação internacional, afirmando que "a integração entre os países potencializa as ações de enfrentamento da tuberculose e amplia os cuidados com a população da região de fronteira". O prefeito de Guajará-Mirim, Fábio Garcia, também participou, reforçando a parceria entre os municípios como fundamental para assegurar melhores resultados à população.

Fortalecimento da Rede

A programação incluiu ainda orientação técnica à coordenação municipal e o alinhamento de estratégias com profissionais, estudantes e agentes de saúde, com foco no diagnóstico precoce e no acompanhamento adequado dos pacientes. As ações envolveram equipes da vigilância epidemiológica, saúde indígena, sistema prisional, atenção básica, laboratório, além de instituições parceiras e representantes da saúde bolivianos, fortalecendo a atuação integrada no enfrentamento da doença.

A tuberculose é uma doença curável, mas exige atenção aos sinais e início rápido do tratamento. Os principais sintomas incluem tosse persistente por três semanas ou mais, febre, sudorese noturna, cansaço e perda de peso. Ao apresentar esses sintomas, a orientação é procurar a unidade básica de saúde mais próxima para avaliação e diagnóstico.

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